Prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro pela Polícia Federal repercute muito além de Brasília

A prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro, cumprida neste sábado (22) pela Polícia Federal a mando do STF, repercute muito além de Brasília. Em Santa Catarina, um dos estados onde Bolsonaro registra seus maiores índices de apoio político, a decisão deve gerar um novo rearranjo entre partidos e lideranças que se projetam para as eleições de 2026.

Uma das pessoas que se pronunciou nas redes sociais na manhã deste sábado (22) sobre a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), foi o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL). “Para qualquer espectador externo é no mínimo confuso entender a situação atual brasileira. Jair Bolsonaro não teve um julgamento justo e vem sendo privado de liberdade antes mesmo da sua condenação. Hoje, mais um golpe contra seus direitos. Um homem que não roubou um pila da população e que é o principal nome de oposição, legitimado por metade dos eleitores brasileiros!”.
Com Bolsonaro impedido de atuar diretamente na articulação política e sob risco de execução definitiva da pena, aliados locais perdem sua principal referência eleitoral. Isso enfraquece lideranças que dependem da imagem dele para consolidar suas bases, especialmente nomes ligados ao PL em Santa Catarina, partido que obteve expressivas votações no estado nas últimas eleições.

Ao mesmo tempo, o cenário abre espaço para novas disputas internas entre grupos bolsonaristas na busca por protagonismo. A ausência de Bolsonaro tende a estimular a fragmentação e a disputa por quem assumirá o papel de porta-voz do eleitorado conservador em SC — um eleitorado forte, numeroso e decisivo no estado.

Para a corrida eleitoral de 2026, especialmente para o governo do estado e para o Senado, a prisão pode alterar estratégias. Candidatos antes dependentes do apoio direto de Bolsonaro precisarão se reposicionar, adotar discursos próprios e ampliar alianças. Já partidos de centro e centro-direita podem enxergar uma oportunidade de ocupar espaço, apostando em discursos menos radicais e mais voltados à gestão.

Há, ainda, impactos na mobilização da base bolsonarista. A decisão do STF pode aumentar manifestações e tensionar o ambiente político, mas também pode reduzir a capacidade de organização do grupo, já que o principal líder estará sob novas restrições judiciais.

Em resumo, a prisão de Bolsonaro mexe no tabuleiro político catarinense e torna 2026 mais imprevisível. A disputa por liderança no campo da direita, a reorganização de alianças e o comportamento do eleitorado conservador serão fatores determinantes nos próximos meses.


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