Com tecnologia inédita, Santa Catarina analisa autenticidade do pescado e primeiros resultados descartam irregularidades

As primeiras análises de pescados realizadas pelo Governo de Santa Catarina para a Semana Santa apontam um cenário positivo para os consumidores. Das 21 amostras coletadas em diferentes cidades catarinenses, todas estão em conformidade — ou seja, as espécies identificadas correspondem corretamente às informações declaradas nos produtos, sem indícios de fraude.

Uma segunda etapa de análises está em andamento e os resultados serão divulgados assim que concluídos, ampliando o monitoramento do mercado neste período de maior consumo de pescado.

O trabalho conta com um importante avanço tecnológico. Pela primeira vez, o Estado passa a utilizar um equipamento de sequenciamento de DNA para identificação de espécies de pescado. Instalado no laboratório da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), em Joinville, o aparelho recebeu investimento superior a R$ 700 mil e será operado por técnicos da própria companhia.

Para o secretário de Estado da Aquicultura e Pesca, Tiago Bolan Frigo, o investimento fortalece toda a cadeia produtiva. “Com a tecnologia de identificação por DNA, passamos a ter ainda mais segurança e transparência na comercialização do pescado. Quem produz corretamente é valorizado, o consumidor ganha confiança e o Estado avança no controle de qualidade dos alimentos”, afirmou o secretário Tiago Frigo.

A tecnologia integra o projeto DNA do Pescado, que vai implantar um sistema inédito em Santa Catarina para identificação genética das espécies comercializadas. Com alto nível de precisão, o método permite verificar se o produto rotulado corresponde efetivamente ao que está sendo ofertado ao consumidor, garantindo mais transparência e segurança na compra.

“A operação DNA do pescado foi idealizada em parceria com diversos órgãos e secretarias, o que reforça o compromisso do Estado na qualidade do pescado por meio de análises genéticas e a operação que visa o combate a fraudes, garantindo ao consumidor catarinense o acesso a um produto confiável e de alto padrão”, disse a diretora do Procon de Santa Catarina, Michele Alves Rebelo.

A iniciativa é coordenada pela Cidasc, com apoio da Secretaria Executiva da Aquicultura e Pesca (SAQ), e conta com a parceria do Instituto de Metrologia de Santa Catarina (Imetro-SC) e do Procon/SC. Enquanto o Imetro-SC e o Procon catarinense atuam na coleta de amostras no mercado, a Cidasc é responsável pela logística, capacitação das equipes e realização das análises laboratoriais.

Segundo a presidente da Cidasc, Celles Regina de Matos, a tecnologia reforça o trabalho de fiscalização, especialmente em um estado com forte tradição no consumo de pescados. “Isso vai auxiliar nos serviços da Cidasc de fiscalização do pescado, porque a nossa região tem cultura de consumo e nossos visitantes também vêm muito para essa experiência gastronômica. Com esse material, especialmente agora na Páscoa, realizamos um trabalho integrado desde a produção até a comercialização, investigando a procedência dos produtos e coibindo práticas irregulares”, destacou.

Santa Catarina passa a ser a única defesa agropecuária do país a contar com essa tecnologia laboratorial voltada ao combate de fraudes em pescados, reforçando o compromisso com o respeito ao consumidor e com a qualidade dos produtos oferecidos, aspecto essencial também para o turismo gastronômico no estado.

“Esta operação atende a determinação do governador Jorginho Mello para os órgãos de Governo atuarem juntos em prol da segurança do catarinense. Os resultados positivos, com 100% de conformidade nas amostras analisadas até o momento, mostram que o Imetro de Santa Catarina e os demais parceiros estão no caminho certo”, destacou o presidente do Instituto de Metrologia de Santa Catarina,  Alexandre Soratto.

Além da análise genética, o Imetro-SC mantém fiscalização contínua quanto ao peso dos produtos. No caso de pescados congelados, como peixes, camarão e bacalhau, há atenção especial ao glaciamento — a camada de gelo que envolve o alimento não pode ser incluída no peso líquido, sendo o excesso considerado irregular.


Governo de SC lança edital de novo concurso público da Educação com até 10 mil vagas para quadro efetivo da rede estadual Anterior

Governo de SC lança edital de novo concurso público da Educação com até 10 mil vagas para quadro efetivo da rede estadual

Comissão de Constituição e Justiça da Alesc aprova nova tabela salarial de professores em SC Próximo

Comissão de Constituição e Justiça da Alesc aprova nova tabela salarial de professores em SC

Deixe seu comentário