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O Ministério da Cultura promove diversas ações como a preservação de idiomas e o apoio ao treinamento de atletas.
Para valorizar a cultura e identidade dos povos indígenas brasileiros, o Ministério da Cultura (MinC) promove diversas ações como a preservação de idiomas e o apoio ao treinamento de atletas. Nesta quarta-feira (19), comemora-se o dia do Índio.
De acordo com o último censo demográfico realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2010, foram registradas 274 línguas indígenas faladas por 305 etnias diferentes no Brasil.
"Tirar os povos indígenas da invisibilidade é um dos objetivos do Ministério da Cultura: fazer com que o País conheça, reconheça e mostre ao mundo os indígenas brasileiros", explica a responsável pelo projeto, a antropóloga e museóloga Ione Carvalho, assessora especial do ministro da Cultura.
O projeto mais recente é o de levar indígenas brasileiros aos Jogos Olímpicos de 2024. A ideia inicial é trabalhar com três modalidades: canoagem, tiro com arco e lutas.
O projeto atende a uma demanda dos próprios povos indígenas. Inicialmente, beneficiará os povos do Xingu, mas a expectativa é que seja expandido para todo o País. A Confederação Brasileira de Canoagem vai doar, com patrocínio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), 15 canoas e caiaques para as comunidades.
Idiomas indígenas
O MinC pretende ainda implementar ações para registrar as línguas indígenas e evitar que elas desapareçam. "Esse trabalho é urgente. O MinC deve colaborar não apenas com registro do idioma, mas da cultura, das pinturas corporais, da alimentação", informa Ione Carvalho.
Inventário Nacional da Diversidade Linguística
Em 2010, foi criado o Inventário Nacional da Diversidade Linguística. Gerido pelo Ministério da Cultura, trata-se de um instrumento oficial de identificação, documentação, reconhecimento e valorização das línguas faladas pela sociedade brasileira.
Nele, constam seis idiomas indígenas como Referência Cultural Brasileira: a língua Asurini, que pertence ao tronco Tupi, da família linguística Tupi-Guarani, em Tucuruí (PA); a língua Guarani Mbya, identificada como uma das três variedades modernas da língua Guarani, e as línguas Nahukuá, Matipu, Kuikuro e Kalapalo, de família linguística Karib e faladas na região do Alto Xingu (MT).
Fonte: Portal Brasil, com informações do MinC
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